segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Exposição fotográfica do livro “A Cozinha dos Quilombos” do Instituto Dagaz chega aos centros culturais e acadêmicos

Depois de Campinas, a mostra chega às universidades do Sul Fluminense

Após sua primeira exibição no Espaço Zélia Arbex, em Volta Redonda, a exposição fotográfica do livro “A Cozinha dos Quilombos: Sabores, Territórios e Memórias” do Instituto Dagaz entra em turnê 2016/2017, em cumprimento ao edital do Ministério da Cultura - ibram (Instituto Brasileiro de Museus) qual a ONG foi contemplada em 2014, com o reconhecimento nacional de Ponto de Memória.

A cidade de Campinas (SP) foi a primeira da série a receber a mostra. Agora, a exposição irá percorrer as os centros acadêmicos da região Sul Fluminense, passando pelo UBM – Centro Universitário de Barra Mansa – nesta quarta-feira e UniFOA, neste sábado.

A exposição chega ao UBM na volta de sua sequência do Programa de Ocupação Artística. A abertura será dia 14, às 19h, na Galeria de Artes do UBM Campus Cicuta com a participação do Conjunto de Câmara do UBM.

O coordenador de cultura do UBM, Marcelo Bravo, comenta da importância de levar a exposição para o ambiente acadêmico. “A vinda da exposição proporciona o acesso ao conteúdo, multiplica o conhecimento e também promove o estímulo da elaboração de projetos relacionados a essa cultura, pois existem muitos quilombos na região Sul Fluminense onde se podem promover trabalhos essenciais, pesquisas entre outros”.

Já no UniFOA, a exposição chega no “Encontro de Tambores do meu Brasil - 5ª Mostra de Dança”, realizado pelos alunos do 2º ano de Educação Física do centro universitário, sob a orientação da professora de dança e folclore, Beatriz Chaves.

“Todo ano eu penso em uma temática para trabalhar com meus alunos, dessa vez, como já venho acompanhando o trabalho do Dagaz há bastante tempo, tive a ideia de trazer a exposição da obra realizada por eles. Também, nesse espaço vamos além de apresentação de dança, este ano, por exemplo, vamos ter palestras sobre a formação cultural do povo brasileiro e sobre o Jongo, com a representante do Jongo de Pinheral”, explica a docente.

O livro e a exposição fotográfica são resultados de um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Instituto, em 2014, que mapeou e visitou 29 comunidades quilombolas no estado do Rio de Janeiro, com intuito de identificar histórias, culturas e costumes culinários.  A exposição traz obras dos fotógrafos Davy Alexandrisky, Wallace Feitosa, Fred Borba e Lidiane Camillo.

Segundo a presidente do Instituto Dagaz, Marinêz Fernandes a exposição é mais que apenas a  culinária quilombola. “A mostra traz fotos dos pratos tradicionais das comunidades quilombolas que foram mapeadas e ainda revelou uma forma diferente de manifestar sua cultura, afetos e chamar atenção para questões sociais que ainda permeiam seu território, através da sua culinária”.

A primeira viagem da exposição foi para Campinas (SP). Recepcionada pelo Projeto Saberes e Sabores onde o chef Marcelo Reis preparou um almoço da culinária quilombola com receitas tiradas do livro.

O projeto do livro foi impulsionado pela Lei de Incentivo à Cultura, do Estado do Rio de Janeiro e obteve patrocínio da Concessionária de Energia Light. Além disso, em 2015, o livro também recebeu o prêmio de Cultura Afro-Fluminense promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR-PR).

Prêmio Ponto de Memória
O prêmio busca reconhecer iniciativas de práticas museais e de processos dedicados à memória social que se identifiquem com a perspectiva da museologia social, da diversidade sociocultural e da sustentabilidade. É voltado para grupos étnicos-culturais tais como indígenas, afro-descendentes, ciganos, ribeirinhos, quilombolas, rurais, urbanos, de periferia, cultura litorânea, comunidades brasileiras no exterior, entres outros.

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