segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A Cozinha dos Quilombos recebe Prêmio de Cultura Afro Fluminense 2015


A entrega dos prêmios aconteceu na Casa de Jongo da Serrinha, no Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro

A cerimônia de entrega do Prêmio de Cultura Afro-Fluminense 2015 aconteceu no dia 19 de dezembro, na Casa do Jongo da Serrinha, em Madureira, no Rio de Janeiro. Foram contempladas, ao todo, 36 iniciativas que promovem a cultura afro-brasileira no estado do Rio.

Em sua primeira edição, o Prêmio de Cultura Afro-Fluminense 2015 é uma ação da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR-PR), e tem o objetivo de reconhecer e fomentar um segmento ignorado por muitos anos pela sociedade. Premia iniciativas culturais dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana e dos demais grupos artístico-culturais que trabalham com a temática afro-brasileira e reconhecer, de maneira inequívoca, a importância deste segmento na formação da identidade cultural fluminense.

 - Esta é uma iniciativa pioneira. Queremos, com este prêmio, mais que dar alento a todo um segmento historicamente negligenciado, afirmar o nosso compromisso com a aceitação e a inclusão - especialmente agora, quando vivemos dias de crescimento de radicalismos e intolerância religiosa - disse a Secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosental.

O Prêmio abrange projetos de todo o estado, da capital a Paraty, de Natividade a Volta Redonda, de Laje de Muriaé a Valença. E cobre um universo amplo. Vai, por exemplo, do Grêmio Recreativo Cultural Escola Mirim Pimpolhos da Grande Rio, que desde 2002 participa de desfiles e fomenta o carnaval carioca, e o projeto Músicas e Danças da Pequena África, que garante arte e educação para jovens e adultos, até A Cozinha dos Quilombos, Sabores, Territórios e Memórias, ação que mapeia a comida e a memória de 29 comunidades quilombolas remanescentes de 21 municípios do estado, feita pela Associação Cultural para Desenvolvimento de Tecnologias Humanas, de Volta Redonda.

Participaram da celebração a Secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosental; o Secretário Especial da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Ronaldo Crispim Sena Barros, e a Presidente da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu.

Para a presidente do Instituto Dagaz, Marinêz Fernandes, o livro é um passo para o registro da cultura afro-brasileira e seu reconhecimento.

 - O livro traz relatos e fotos dos pratos tradicionais das comunidades quilombolas que foram mapeadas e ainda revelou uma forma diferente de manifestar sua cultura, afetos e chamar atenção para questões sociais que ainda permeiam seu território, através da sua culinária. O recebimento deste prêmio fortalece a luta pelo afirmação desta cultura tão rica e diversa – disse Marinêz.

Durante a cerimônia, foi prestada uma homenagem ao historiador, professor e escritor, referência sobre o estudo da cultura africana no país, Joel Rufino dos Santos, morto em setembro deste ano.



A celebração contou ainda com as apresentações da  Associação das Folias de Reis de Valença; do Coral Yorubá, IYÚN AXÉ ORIN - Coral de Cânticos Sagrados; dos grupos de capoeira Grupo Senzala de Capoeira, Associação Civil Capoeira Cidadã, Liga Gonçalense de Capoeira, Associação Sinhá Bahia de Capoeira e de jongo, Quilombo São José da Serra, Caxambu de Miracema, Jongo do Quilombo da Barrinha, Jongo de Pinheiral e Jongo da Serrinha.

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